Caminho Contrário

A cada semana saem novas pesquisas dizendo o quanto as pessoas passam muito tempo em frente à TV, ou que a bilheteria do cinema alcançou limite nunca visto. Mas é bastante duvidável. Não faz efeito nas pessoas. Se as pessoas assistissem tanta novela e filme, as coisas seriam diferentes por aí. Exceto raras exceções, boas ou ruins, o vilão é punido e o mocinho se dá bem no fim. Ou seja, as pessoas a essa altura deveriam ter aprendido que o ser vilão não é a melhor atitude a se tomar. As pessoas teriam aprendido que os roteiros são baseados metade em realidade e metade em como as pessoas queriam que fosse a realidade.

Tudo se resume a aquela idéia de “Quando um não quer, dois não brigam”. E quando mais de dois querem que vilões se dêem mal e as coisas se ajustem como deviam ser? Pois é. As pessoas levam a influência pro caminho contrário. A vida imita a arte, a arte imita a vida, sei lá. Mas o melhor seria se a vida imitasse a arte. Porque a gente não pode tomar o exemplo de um herói do cotidiano que se arrisca a fazer algo, indo contra tudo que indica o contrário, só por achar que dará certo? Sabe a expectativa que fica de que tudo dê certo para esse herói? Imagina então ela convertida em energia pra ser esse herói. Se as pessoas assistissem tanto filme como dizem as pesquisas e se influenciassem no caminho correto, teríamos mais finais felizes.